segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Autoridades se reúnem para debater óleo no litoral fluminense

O Grupo de Trabalho Especial formado pelo governador Wilson Witzel para acompanhamento e vigilância das praias do estado do Rio de Janeiro reuniu-se, nesse domingo (24), na Capitania dos Portos de Macaé, no Norte Fluminense, com a Marinha, o Exército, o Corpo de Bombeiros, Defesas Civis e autoridades de meio ambiente dos municípios. O objetivo foi alinhar o planejamento das ações de pronta resposta para o surgimento de óleo na costa fluminense.

Fragmentos já haviam sido encontrados no Espírito SantoA secretária de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro; o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Carlos Henrique Vaz; o capitão dos Portos de Macaé, o capitão de fragata Walter Cruz Junior; e o comandante do 1º Distrito Naval, o vice-almirante Flávio Augusto Vianna Rocha, estiveram presentes à reunião.

No encontro, a secretária ressaltou o empenho da Marinha nas ações para o combate à mancha de óleo que atingiu as praias do Nordeste e ressaltou a importância da parceria da Marinha com os órgãos ambientais estaduais para atuação frente à chegada do resíduo oleoso na costa fluminense:

“Quero agradecer, em nome do governador, o comprometimento que a Marinha teve desde o início desse incidente ambiental. A Marinha trabalhou com seriedade diante de um cenário tão imprevisível e adverso como o que o país vivenciou”, afirmou.

Antes de participar da reunião, a secretária, o presidente do Inea e o subsecretário executivo da Seas, Mauro Farias, sobrevoaram São João da Barra e foram até a praia de Grussaí, onde, na manhã de sábado (23), apareceu o resíduo oleoso, confirmado pelo GAA como o mesmo encontrado no Nordeste. No local, reuniram-se com a secretária de Meio Ambiente do município, Joice Pedra, e com um grupo de militares da Marinha que atuavam na praia. Santoro destacou que o Estado adotou ações preventivas e que está preparado e de prontidão para agir:

“Nós, de maneira preventiva, temos o privilégio de dizer que não fomos pegos de surpresa. Nesse sentido, trabalhamos preventivamente. O nosso governador, diante do ocorrido no Nordeste, criou um grupo de trabalho especial para acompanhamento e vigilância para o surgimento de mancha de óleo, o qual eu presido e que conta com o Ibama, a Petrobras e a Marinha. Esse grupo de trabalho foi criado para alinhar o planejamento das ações de forma que a gente conseguisse atuar, a partir das diretrizes do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA). Desta forma, intensificamos o monitoramento e estamos capacitando os municípios para que possamos atuar de forma imediata e trabalhar em ações de pronta resposta”, disse.

Ela afirmou que foram encontrados pequenos fragmentos do resíduo oleoso. “Apesar de ser compatível com o óleo que atingiu as praias nordestinas, está chegando aqui com características muito diferenciadas e é nesse ponto que temos que nos concentrar para que possamos empregar as ações na devida medida”, completou a secretária.

O comandante do 1º Distrito Naval, o vice-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, agradeceu a cooperação do estado e ressaltou que os órgãos públicos estão preparados para combater o resíduo oleoso:

“Os fragmentos estão chegando muito levemente. Tudo parece crer que teremos um impacto menor na região Sudeste, mas estamos preparados para qualquer situação. Contingente e meios não vão faltar. Não há motivos para alarde”, declarou.

Interdição — Em matéria divulgada na Agência Brasil, o Ministério Público do Rio de Janeiro informou que avalia a necessidade de interdição da praia de Grussaí. Segundo o MPRJ, que instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o avanço da mancha, a medida visa a proteger banhistas e a população local do risco de contaminação.

A necessidade de interdição será avaliada pela 2ª Promotoria de Justiça de São João da Barra, junto à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e à Defesa Civil.

Em nota, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação do desastre, formado pela Marinha do Brasil e Agência Nacional de Petróleo e Ibama, confirmou que, na sexta, cerca de 300 gramas de pequenos fragmentos de óleo foram removidos da praia de Grussaí. O material foi analisado pelo Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira e constatado como compatível com o óleo encontrado no litoral da região Nordeste e Espírito Santo.

As manchas começaram a atingir o litoral pelas praias do Nordeste no final de agosto. Em novembro, o óleo avançou para as praias do Sudeste, pelo Espírito Santo, chegando, agora, ao litoral do Rio. Fonte: Assessoria de Comunicação do Inea e Agência Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário