sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Testemunha de processo contra Garotinho diz que foi ameaçada de morte, aponta MPRJ

O Ministério Público vai pedir novamente a prisão dos ex-governadores do Rio Anthony e Rosinha Garotinho. Ambos saíram da prisão na quarta-feira (4), menos de 24 horas depois de terem sido presos por suspeita de superfaturamento na construção de casas populares em Campos dos Goytacazes.

O argumento do Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é de que os crimes praticados pelo grupo de Garotinho são graves e que incluem até relatos de ameaças de morte a uma das testemunhas. A informação foi obtida com exclusividade pela GloboNews.

A defesa do casal diz que há perseguição política e que testemunhas "faltaram com a verdade" Na coletiva após a prisão, promotoras do grupo disseram que havia risco de ambos interferirem na investigação.

Uma testemunha afirmou que, desde a primeira vez que Garotinho foi preso, na Operação Chequinho, em 2016, “recebeu vários recados na rua de pessoas falando que ela vai ser morta ou de que alguém de sua família será atingido, como seu esposo e seu filho, e que os recados sempre vêm no sentido de que ela já falou demais e que ela deveria ficar quieta quanto a outros fatos que tenha conhecimento para não morrer.”

Para o Ministério Público, não há dúvidas de que a testemunha sofreu ameaças de morte.

O mérito da liminar que soltou Garotinho e Rosinha, assinada pelo desembargador Siro Darlan, no Plantão Judiciário, será julgado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Ainda não há data para o julgamento.

Na decisão de soltura, Siro Darlan escreveu que “os fatos narrados na peça do MP são de 2008. E teriam acontecido até meados de 2016”. “Ou seja, estamos diante de um decreto prisional que, em nome da garantia da ordem pública, cita fatos de mais de 10 anos atrás, uma total ausência de contemporaneidade”, escreveu.

Ainda segundo o desembargador, o juiz que decretou a prisão “faz a ilação que testemunhas poderiam ser ameaçadas”. “Porém nenhum fato concreto ou mero indício é apontado como existente para tal dedução.” Fonte: G1

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