sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Bolsonaro fala pela primeira vez após ataque:'Parecia pancada na boca do estômago'

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, falou pela primeira vez desde que sofreu o atentado à faca durante uma campanha em Juiz de Fora. Em um vídeo gravado pelo senador Magno Malta (PR-ES) na UTI da Santa Casa de Misericórdia do município mineiro, o político contou o que sentiu na hora em que sofreu o ataque.

"Tava muito preocupado porque parecia uma pancada na boca do estômago. (...) A dor era insuportável e parecia que tinha algo mais grave acontecendo", afirmou, aproveitando o momento para agradecer o atendimento que recebeu na unidade.
"Essa equipe maravilhosa, abençoada por Deus, evitou que um maior acontecesse".

Os filhos do presidenciável também se manifestaram nas redes sociais sobre o atentado sofrido pelo pai. O deputado estadual Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) postou no Twitter uma foto do candidato no hospital. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez um vídeo falando do estado do pai.

"A gente tem que evitar chegar perto para não cansá-lo (...) Estamos vendo questão de transferência de hospital, se vai ocorrer ou não ocorrer", disse.

Diante de seu quadro de saúde, Jair Bolsonaro vai ficar afastado da campanha eleitoral, sem previsão de voltar às ruas no curto prazo. Em um pronunciamento nas redes sociais, o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, convocou os seguidores a rezarem por Bolsonaro.

“Hoje as eleições não importam. Você que está preocupado com a saúde do nosso capitão não se deixe esmorecer”, apelou.

Bolsonaro deverá ficar pelo menos uma semana hospitalizado, segundo os médicos da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde foi atendido logo após a agressão. O candidato levou uma facada na região abdominal, quando fazia campanha na cidade. O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante.

O presidente do PSL participava do ato de campanha com Bolsonaro, em Juiz de Fora. Bebianno contou que o candidato “foi para o meio da multidão, como sempre, por vontade própria, com o peito e o coração abertos”. Disse ainda que a campanha de Bolsonaro sabia que o candidato enfrentaria “inimigos ardilosos, incapazes de conviver com o contraditório, avesso à real democracia”.

Usando comandos para estimular os apoiadores de Bolsonaro, Bebianno afirmou que o medo não os impedirá de cumprir a missão. “Mais impactante que as ameaças é a esperança que nos impulsiona”, disse o presidente do PSL, usando a hashtag #OrePorBolsonaro.

Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do candidato, deixaram a campanha e seguiram para Juiz de Fora. Disputando o Senado, Flávio acompanharia o desfile de 7 de setembro no Rio de Janeiro e depois faria campanha em Rio das Ostras, Campos dos Goytacazes e Itaperuna. Eduardo gravou vídeo falando da situação do pai e escreveu nas redes sociais: “Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde”.

Com seis segundos em cada bloco do horário eleitoral gratuito, Bolsonaro estava investindo nas mídias sociais e na campanha de rua. Segundo as últimas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro lidera a corrida pelo Palácio do Planalto. Fonte: O Dia/ABr

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