segunda-feira, 12 de março de 2018

Trabalhadores dos Correios entram em greve hoje em todo país

Os trabalhadores dos Correios de todo o país entrarão em greve, por tempo indeterminado, a partir das 22 horas de domingo (11/03), de acordo com a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).

Em Campos, os trabalhadores amanheceram de braços cruzados na manhã deste segunda-feira (12/03). Eles se concentraram na Praça São Salvador, em frente a agência central. 

O principal motivo da paralisação é que na segunda o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai julgar o pagamento do plano de saúde dos funcionários da estatal. Os Correios querem alterar a fórmula de custeio do convênio dos 106 mil servidores ativos, 30 mil inativos e seus dependentes.
Atualmente, não há pagamento de mensalidade e a coparticipação do beneficiário é de 7% do valor das consultas. Porém, a estatal quer bancar 100% do plano dos servidores e retirar pais, filhos e cônjuges do convênio. 

De acordo com a empresa, os gastos com o benefício cairiam de R$ 1,8 bilhão por ano para R$ 700 milhões. Ao todo, 390 mil pessoas são beneficiadas com o plano de saúde pago pela estatal.

No começo do ano, em umas das negociações entre servidores e a empresa, o ministro do TST, Manoel Pereira, propôs que os Correios cobrissem 75% dos custos com o plano, e os funcionários, os outros 25%, além de retirar pais e mães da lista de dependentes. O sindicato não aceitou a oferta.

Em nota, os Correios informa que " a greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para esta segunda-feira (12/03) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos". Fonte R7/Redação

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