sábado, 26 de agosto de 2017

Municípios recebem royalties de agosto com nova queda

Dos 18 municípios que recebem royalties da Bacia de Campos, apenas um irá receber royalties da produção de junho, na segunda-feira (28) sem queda, na comparação com o repasse do mês de julho: Niterói (R$ 20.8 milhões, um aumento de 0,2%). Os demais amargam valores menores, tudo, segundo especialista, por conta o preço praticado na comercialização do barril de petróleo Brent. Campos irá receber R$ 25.396.935,05; uma queda de 9,9% em relação ao depósito no mês anterior — bom destacar que parte desse recurso será destinada para pagar a parcela da chamada “venda do futuro”. Fatia menor só faz aumentar ainda mais o sinal de alerta para qualquer possibilidade de redução da indenização para os petrorrentistas.

Plataforma na Bacia de CamposAs perdas ficaram entre -0,4 (menor) para Maricá e -14,6% (maior) para Parati. Na Região Norte Fluminense, Macaé receberá R$ 30.021.320,53 queda de -10,6% em relação ao mês de julho, quando recebeu R$ 33.591.238,00.

Para São João da Barra, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) irá depositar R$ 6.073.162,00 (-7,2%%). No mês anterior o depósito foi de R$ 6.548.968,00. Quissamã irá receber R$ 4.206.378,09 e Carapebus R$ 2.022.605,91.

— Era esperada uma queda em média de 10%, pois o preço do Barril Brent, oscilou de US$ 50 a US$ 47, chegando a ter o menor valor do ano que foi US$ 44,82. São João da Barra acumula assim um acréscimo de apenas R$ 13,2 milhões com relação ao mesmo período do ano passado. Um valor ínfimo mediante as dívidas encontradas que ultrapassam os R$ 250 milhões — avalia Wellington Abreu, analista do setor de petróleo.

Como não se pode prever o humor do mercado, no que tange o valor do Brent, pensar em perder royalties para revitalizar campos maduros da Bacia de Campos — direito adquirido por lei — deixa o analista preocupado. “Minha posição, independente de qualquer argumentação, é contra essa redução por vários motivos e o principal deles é a janela que se abre para gerar mais perdas futuras. Além disso e outras mais, estamos recebendo royalties sobre liminar, estamos em meio a crise que não temos perspectiva de retomada, dívidas herdadas, desemprego e muito mais. Esse papel (revitalizar campos maduros) é das subsidiárias que lucraram quatro décadas com a Bacia de Campos, e não falo somente da Petrobras, temos a Shell, Chevron, BP e outras mais. Sou contra e digo que o que esta ruim, pode piorar. Pois, o Governo Federal demonstra que esta totalmente pró petroleiras, sejam de onde for. Os municípios não têm nenhuma culpa pela ingerência da Petrobras, do desdobramento da Lava-Jato e ao meu ver não devem compactuar com as benesses que o Governo Federal quer dar as empresas. O alerta foi dado!”, conclui. Fonte: Folha da Manha

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