quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cai o número de habitantes em São Francisco

O município de São Francisco de Itabapoana teve redução no número de habitantes de 2016 para 2017, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto em 2016 a população estimada era de 41.240 habitantes; no ano de 2017 caiu para 41.191, uma redução de 0,12%.

Segundo Alan Aziz, diretor do escritório do IBGE em campos dos Goytacazes, o Instituto usa como base o último censo demográfico de 2010, e, a partir dele, atualiza anualmente a população estimada, levando em conta o número de nascidos vivos e o número de óbitos registrado no cartório local. A população estimada não leva em consideração nuances como: crianças que moram no município, mas nasceram em outras cidades; o êxodo rural; a migração ou o retorno de pessoas para o município, entre outras situações.

O êxodo, sobretudo a saída de moradores de São Francisco de Itabapoana em busca de emprego em cidades como Macaé e Rio das Ostras, fez com que o número de habitantes despencasse nos últimos anos. Em 2007, ano em que teve contagem da população, São Francisco de Itabapoana tinha 44.549 habitantes. Em 2010 foram 41.354 habitantes. Entretanto, com a crise financeira, muitas famílias voltaram para o município, e a expectativa é que, no próximo Censo, em 2020, São Francisco de Itabapoana possa ter um crescimento no número de habitantes.

Além do regresso de algumas famílias ao município, outro fator poderá contribuir para o aumento populacional nos próximos anos. São Francisco está situado entre dois importantes empreendimentos, que são o Porto do Açu, em São João da Barra e o futuro Porto Central, em Presidente Kennedy. A explicação é simples. A estimativa é que sejam gerados, somente para São Francisco de Itabapoana, 1500 empregos no pico da obra do Porto Central, sem falar nas oportunidades que surgirão com o término da Ponte da Integração, considerada para muitos uma porta de entrada do município para o Porto do Açu. “É natural que haja aumento da população em locais que surjam novos postos de trabalho, pois a população migra para onde há empregos”, analisa Alan.

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