domingo, 5 de março de 2017

Novos governos e realidade financeira

Uma realidade muito pior do que se imaginava. O discurso tem sido o mesmo em todos os municípios que tiveram a disputa pela prefeitura no ano passado vencida pela oposição. Como em grande parte dos municípios não houve transição, a surpresa, desagradável, chegou junto com as obrigações dos novos governos. 

Em São João da Barra, a prefeita Carla Machado (PP) herdou R$ 200 milhões de dívidas, enquanto em Quissamã, as contas no vermelho que terão que ser pagas pela prefeita Fátima Pacheco (PTN) chegam a R$ 96 milhões. Já em Campos, o prefeito Rafael Diniz (PPS) tem uma dívida em longo prazo de R$ 2,4 bilhões.

Quase R$ 200 milhões em dívidas herdadas. Esta foi a realidade encontrada pela prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP). O município, que está desde o início de janeiro sob Emergência Econômica Financeira, também tem contabilizado perdas, que poderiam ser um alívio nas finanças.
Um exemplo foi o valor de R$ 1,6 milhão nos dois primeiros meses de 2017 O montante, que seria repassado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), não foi em função de dívidas da administração anterior com o Pasep dos servidores efetivos

Em São Francisco de Itabapoana, a prefeita Francimara Barbosa Lemos também encontrou dívidas. Somente com a empresa de transporte de estudantes, por exemplo, era mais de R$ 500 mil: “Encontramos um débito do governo anterior com a empresa que prestou os serviços de transporte aos universitários... Assumimos um compromisso em quitar dentro das condições financeiras do município este débito da administração anterior”, disse a prefeita em rede social.

Para driblar a crise e não deixar o município perder uma de suas principais rendas, o turismo, a prefeita fechou parcerias com iniciativa privada e conseguiu realizar os tradicionais eventos do verão.

Em Quissamã, corte de salário e contrato. Com uma dívida herdada de mais de R$ 96 milhões, a prefeita Fátima Pacheco (PTN) também implementou uma série de medidas para garantir as ações prioritárias do governo nestes primeiros dois meses. Fonte: Fmanha

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