domingo, 15 de janeiro de 2017

O poder do perdão

Karl Sisson abraçou e consolou o assassino de seu filho, Adrian Murray (foto ao lado). De acordo com o próprio Sisson, a sua fé o ensina a perdoar aqueles que lhe causaram algum mal e é essa a mensagem que ele quer passar tanto para Murray quanto para a sua família e comunidade.

Sisson é pastor em uma igreja cristã na pequena cidade de Springwood, na Austrália. Casado, ele tinha dois filhos até 24 dezembro, quando Josiah, aos 9 anos de idade, foi atropelado por Adrian Murray.

O motorista estava embriagado; em seu sangue havia o triplo do limite de álcool permitido na legislação australiana. Ele perdeu o controle da caminhonete que dirigia, atropelou Josiah – que estava no quintal da casa da família – e bateu em uma casa. O menino foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Sisson e Murray se encontraram na igreja na qual Sisson trabalha. Abraçaram-se e choraram. “Ele caiu nos braços de Karl, que foi corajoso o bastante para segurá-lo e tratá-lo com cortesia”, afirmou o pastor Peter Field ao jornal local ABC News.

Após ser perdoado pela família da vítima, Murray aguarda em liberdade o julgamento, que acontecerá em 15 de fevereiro.

O poder do perdão

A atitude tomada por Sisson e sua família não foi fácil. Certamente eles sentem saudades de Josiah e sentirão a sua falta por toda a vida. No entanto, entenderam o quão importante é perdoar e tiveram fé o suficiente para fazer isso.

“Só quem tem o coração perdoado tem aautoridade para perdoar os seus ofensores. Deus não pode perdoar nossos ofensores por nós. Tal poder imensurável pertence apenas aos enfermos de coração”, explica o bispo Edir Macedo.

O próprio Senhor Jesus ouviu de Pedro a seguinte pergunta:

“Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?”

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