quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Antaq dá aval a projeto do Porto Central em Presidente Kenedy

Um dos investimentos mais estratégicos para o Espírito Santo, o Porto Central, está perto de sair do papel. Nesta quarta-feira (18), a empresa - formada pelo Porto de Roterdã e a TPK Logística - recebeu uma licença da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) que dá o aval para a construção do terminal, em Presidente Kennedy.

Para o projeto deslanchar, ainda é preciso outras duas autorizações do governo federal – Ministério dos Transportes e órgão ambiental –, mas a licença publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 18, já dá um indicativo de que o projeto vai ser concretizado.

O presidente do Porto Central, José Maria Vieira de Novaes, disse estar otimista com a liberação por parte desses órgãos da Licença de Instalação (LI). “Acreditamos que nos próximos dois meses vamos receber a licença do Ibama e assinar o termo de construção do porto junto ao Ministério dos Transportes”.

Outra sinalização nesse sentido foi a reunião que representantes do porto, do governo do Estado e da bancada capixaba tiveram, em Brasília, com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. “Ele afirmou que esse é um projeto relevante para o Espírito Santo e para o Brasil, e frisou que o Porto de Roterdã é muito bem-vindo como sócio do negócio. Então, que o governo vai tratar do assunto de forma prioritária”, relatou Novaes.

A expectativa de receber o quanto antes o sinal verde das entidades é em função das negociações junto a empresas que pretendem se instalar no porto-indústria. “As licenças são pré-condições para alavancarmos as negociações com as companhias que estudam vir para o Porto Central. Esperamos que, com a autorização, os potenciais clientes fiquem mais animados e se instalem no terminal. Isso acontecendo, aí começamos as obras”.

Por enquanto, já estão em andamento negociações para o terminal de líquidos, GNL, carga geral e grãos, tanto com investidores nacionais quanto internacionais. Se tudo sair conforme o planejado, o empreendimento, de cerca de R$ 5 bilhões, deve iniciar as operações entre 2019 e 2020. Fonte: Gazeta

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