quinta-feira, 3 de novembro de 2016

'Não subestimem Crivella, quem fez isso com Edir Macedo se deu mal', diz Garotinho

O ex-governador e ex-deputado federal Anthony Garotinho (PR) disse que o prefeito eleito Marcelo Crivella (PRB) é um gestor de grandes obras e deve fazer um bom trabalho à frente da Prefeitura do Rio, a partir de janeiro do ano que vem. Apesar de Crivella negar, durante toda a campanha, uma possível participação do ex-governador em seu mandato, Garotinho afirma que foi conselheiro do futuro prefeito durante o período eleitoral, e ironiza o uso de seu nome, pelo candidato derrotado Marcelo Freixo (PSOL), nos debates: “saí do governo há 14 anos e fui o nome mais citado das eleições 2016."


"Eu não subestimaria o governo do Crivella. Quem subestimou as atitudes do bispo Macedo se deu mal", alertou Garotinho na entrevista que concedeu à BBC Brasil.


O ex-deputado federal ressaltou o profissionalismo de Crivella e associou o trabalho do prefeito eleito ao de seu tio e líder da Igreja Universal Edir Macedo.

“O bispo (Macedo) botou sua igreja em mais de 100 países. Tem mais seguidores fora do Brasil do que dentro. Vendia bilhetes (de loteria) e hoje tem a segunda maior rede de televisão do país. Tem 100 emissoras de rádio. Disse que ia construir uma réplica do Templo de Salomão e agora vai fazer mais três. Na prefeitura, não deve ser diferente.”

Garotinho disse que deu uma “aula de PMDB” à Crivella antes do início da campanha. E lembrou a conclusão uma conversa tida com Leonel Brizola, há alguns anos, em Petrópolis: "O PMDB é como uma prostituta. Dorme com tudo mundo, faz amor com todo mundo, mas não se apaixona por ninguém".

O ex-governador acredita que a Universal passou por um processo de refinamento, e que hoje chega à classe média, empresariado e formadores de opinião. Para ele, houve um investimento no liberalismo econômico e no pragmatismo por parte da Igreja para atingir esses novos públicos.

"A Universal de hoje não é mais aquela que chuta santa na TV", disse.

Garotinho é membro da Igreja Presbiteriana, e disse que “não faz sentido” que Marcos Feliciano e Jair Bolsonaro façam parte da bancada evangélica da Câmara. “Quem torturou Cristo foi o poder da época. Então ele não poderia jamais aceitar o apoio de Bolsonaro”. Fonte: OGlobo.globo.com

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