quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Alerj se reúne para decidir cortes de regalias de deputados

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) deve aprovar nas próximas semanas o corte de regalias dos 70 deputados estaduais, como o uso de carro oficial, gastos com combustível, selos e coquetéis em sessões solenes da casa. Na semana passada, O GLOBO mostrou que, mesmo em meio à crise financeira do Estado, a Assembleia mantém mordomias como requintados bufês em sessões festivas ou o custeio de cursos de idiomas.

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), vai apresentar hoje à Mesa Diretora um pacote que pode economizar cerca de R$ 33 milhões por ano. É pouco, cerca de 3,3% do orçamento da Alerj, que deve ser de R$ 1 bilhão em 2017, mas algumas medidas devem afetar o cotidiano de deputados habituados às comidades do cargo. Se aprovado pela Mesa, o pacote será votado em plenário nas próximas semanas.
Cada um dos 70 parlamentares tem direito a um carro oficial, e há ainda outros dez à disposição de diretores da Alerj, numa frota renovada a cada dois anos. A suspensão da próxima compra de 80 carros de padrão executivo deve gerar economia de R$ 8 milhões.

Em 2019, a frota atual será doada ao governo estadual, o que eliminará custos de manutenção (R$ 1,5 milhão/ano), combustível (os atuais R$ 3 milhões cairão à metade de imediato) e estacionamento (R$ 600 mil).

Outros cortes mostram como a Alerj ainda funciona, em certa medida, no século passado: serão extintas a cota anual de mil selos por deputado (R$ 1,5 milhão por ano, no total) e a publicação dos discursos no Diário Oficial (R$ 2 milhões em papel).

O maior corte virá da mudança das sessões solenes para o período da manhã. O uso do plenário à noite gera custos de energia, de hora extra dos funcionários, entre outros, que consomem R$ 2 milhões por mês. A previsão é que haja economia anual de R$ 18 milhões.

— O bufê não é o mais caro, foram R$ 50 mil no ano, mas há o aspecto moral, passa a ideia de mordomia. Acho até que, de manhã, o número de homenagens vai diminuir. Muitas eram feitas mais pelo evento, e o pessoal não gosta muito de acordar cedo — diz Picciani. Fonte: O Globo

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