terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Porto Central pode começar a ser instalado este ano em Presidente Kennedy

O Porto Central pretende iniciar em 2016 a instalação de uma base de apoio offshore e um terminal de GNL em Presidente Kennedy, na modalidade de Terminal de Uso Privado (TUP).

De acordo com documentação publicada, no mês passado, pela Antaq, são esperadas movimentações anuais de carga geral e graneis da ordem de 4,2 milhões de toneladas.

O TUP projetado pela TPK Logística, administradora do Porto Central, tem uma base de apoio offshore para 186 atracações por ano e um terminal de GNL regaseificação de 2 milhões de m³/dia de gás natural. Está também previsto a movimentação de carga conteinerizada. O projeto não detalha a finalidade do terminal, mas já se sabe que o porto será no modelo porto-indústria. 

A ideia é instalar o TUP no litoral kennedense que fica a cerca de 30 km ao sul de Itapemirim, também no litoral capixaba, onde há outros projetos de bases de apoio offshore.

O Porto Central ficará próximo da divisa com o estado do Rio de Janeiro e a uma distância de 70 km do Porto do Açu, em São João da Barra, litoral norte do Rio.

Na região, além da atividade de produção nas bacias do Espírito Santo e Campos, na maioria, em campos operados pela Petrobras, há campanhas de exploração offshore programadas para os próximos anos.

Um consórcio formado por Statoil e Petrobras planeja perfurar ao menos dez poços na Bacia do Espírito Santo a partir do ano que vem e a própria Petrobras tem projetos em águas profundas para entrar em produção – sem data, após retirada dos investimentos da previsão do Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 da estatal brasileira.

Conheça o Porto Central: O Porto Central, que será construído em Presidente Kennedy, seguirá o modelo do Porto de Roterdã (Holanda) de porto-indústria. 

O terminal irá operar diversos tipos de cargas como: granéis líquidos (petróleo e derivados e produtos químicos), granéis sólidos (minério de ferro, carvão, ferro gusa), além de soja, milho, trigo e outros produtos agrícolas, fertilizantes e veículos. Também serivrá como base de apoio offshore. O Porto Central também vai movimentar contêineres.

No terminal estão previstos 30 berços. A profundidade vai variar de 10 a 25 metros, o que vai permitir que o porto receba navios de grande porte.

Gestão: O Porto Central é um empreendimento internacional desenvolvido pela TPK Logística S/A, empresa brasileira, e o Porto de Roterdã.

Fases: O projeto prevê quatro etapas. O investimento previsto para a primeira é de R$ 1,5 bilhão. Para as outras fases, será de cerca de R$ 5 bilhões.

Prazos: A expectativa é de que as obras tenham início no segundo semestre de 2016. A operação do porto vai começar a partir de 2018.

Interesse: Empresas de grande porte que atuam no Brasil e em outros países já manifestaram interesse em operar no Porto Central. Óleo e gás, carga geral e contêineres são as áreas que reúnem maior número de interessados.

Empregos: Durante as obras, deverão ser criadas 4.700 vagas de empregos. E na operação, esse número vai variar conforme a quantidade de empresas que se instalarem no porto. A expectativa é de que o número de postos de trabalho chegue a 3.500 na operação. Fonte: Kennedyemdia.com.br

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