quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Greve já atinge 39 plataformas

Os Petroleiros da Bacia de Campos aderiram à greve desde o último domingo (1°) e até esta segunda-feira (2) 39 plataformas já estavam inseridas no movimento dos trabalhadores de sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A paralisação por tempo indeterminado vinha sendo prometida há meses e é contrária à venda de ativos e a redução de investimentos da Petrobras, que prevê a diminuição da produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, que representa mais de 70% da produção do país. Os trabalhadores não estão fazendo exigências de aumento salarial.

Vinte e três plataformas estão totalmente paradas na Bacia de Campos; nove estão com poços restringidos, com reduções na produção que variam de 20% a 97%; e em cinco os funcionários terceirizados passaram a plataforma para as equipes de “pelegos” (contingência formada pela Petrobras). Os dados são do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

As reivindicações da FUP, reunidas em documento intitulado “Pauta pelo Brasil”, exigem a conclusão das obras do Comperj (RJ) e da refinaria Abreu e Lima (PE), paradas por causa das investigações da operação Lava Jato e do problema financeiro enfrentado pela Petrobras. Os petroleiros também querem impedir que a estatal siga em frente com o seu plano de redução de investimentos e de venda de ativos.

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