terça-feira, 20 de outubro de 2015

Dependência digital enfraquece a memória das pessoas

O uso constante de computadores e gadgets em geral está enfraquecendo a memória das pessoas. Em vez de registrar informações como telefones e endereços no cérebro, os usuários de tecnologia recorrem a smartphones e outros aparelhos. Com isso, a memória vai se atrofiando. É o que diz um estudo da firma de segurança cibernética Kasperski Lab publicado nesta quarta-feira.

A pesquisa constata que muitos adultos ainda têm na memória números de telefone usados na infância não conseguem lembrar do seu número atual de trabalho ou mesmo dos telefones de membros da família. Como explica no trabalho publicado a professora Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, a tendência de procurar informações on-line “impede a formação de memórias de longo prazo”.

O estudo examinou hábitos de memória de 6 mil adultos em oito países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. De acordo com os resultados, mais de terço das pessoas apela primeiro para dispositivos computacionais para recordar informações. O Reino Unido teve o mais alto nível nesse aspecto, com mais de metade dos entrevistados “pesquisando primeiro on-line para obter uma resposta”.

TERCEIRIZAÇÃO DE MEMÓRIA

A pesquisa sugere que depender de um computador dessa maneira tem um impacto a longo prazo no desenvolvimento de memórias, porque tais informações obtidas através dos botões podem muitas vezes ser imediatamente esquecida. “Nosso cérebro parece reforçar uma memória cada vez que a acessamos, e ao mesmo tempo esquece lembranças irrelevantes que estão nos distraindo” explica Maria Wimber.

Ela diz que o processo de recordar a informação é “uma maneira muito eficiente de criar uma memória permanente”. “Em contraste, repetir passivamente informações, como se faz ao pesquisar por um tema várias vezes na internet, não cria uma memória sólida nem duradoura”. Fonte: Agencia O Globo.

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