sábado, 14 de março de 2015

Uma em cada cinco pessoas não resiste a impulso de enviar mensagens enquanto dirige

A maioria dos americanos concorda que “textar” (ler e escrever mensagens de texto no celular) ao dirigir é perigoso. Mas em uma cultura em que passamos mais tempo diante de uma tela do que no cara a cara, abolir o celular no carro é mais fácil de dizer do que fazer.

Em uma pesquisa produzida para o “USA Today”, 87% dos entrevistados concordaram que é perigoso lidar com texto ou verificar e-mail durante a direção, apesar de 18% terem dito que não podem “resistir à tentação” de usar o celular ao volante. A pesquisa foi realizada pelo Centro Annenberg para o Futuro Digital da Universidade do Sul da Califórnia e pela empresa Bovitz Inc.

“As pessoas estão admitindo que é perigoso lidar com texto no celular enquanto dirigem, mas ainda é um comportamento que não conseguem evitar”, disse Jeff Cole, fundador e diretor do centro.

A pesquisa perguntou a 904 motoristas sobre seu comportamento com mensagens de texto e uso de e-mail no carro. As respostas variaram de idade, com 17% dos “millennials” (idades entre 18 e 34) admitindo que sempre ou frequentemente enviam ou verificam mensagens on-line durante a condução. Na amostragem de entrevistados entre 35 e 54 anos, apenas 7% deles admitiram comportar-se do mesmo modo.

Não é novidade que os “millenials” sejam mais propensos a textar e dirigir, de acordo com o psicólogo David Greenfield, fundador do Centro para Vício em Internet e Tecnologia e professor clínico assistente de psiquiatria da Universidade de Connecticut.

“As pessoas mais jovens, essencialmente, foram desmamadas já em um ambiente tecnológico. Elas não sabem da existência de vida sem seus celulares ou smartphones”, diz Greenfield. “Eles vêem a tecnologia como uma extensão de si mesmos”.

A torrente constante de notificações de Twitter, Facebook, WhatsApp e sites de notícias têm aumentado o impulso para checar o celular imediatamente diversas vezes por dia, ou mesmo por hora.

“As pessoas não sabem que seus cérebros estão sendo condicionados, mas isso é o que os smartphones estão fazendo: moldando nosso comportamento, sem que nos demos conta”, conclui. Fonte: Agencia O Globo

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