terça-feira, 31 de março de 2015

Macaé e Cabo Frio: prefeituras e empresas demitem quase 10 mil

Em virtude da crise instalada na Petrobras após a Operação Laja Jato e a queda do preço do barril do petróleo,  Macaé e Cabo Frio vivem uma onda de demissões nas empresas que prestam serviços à Petrobras e nas prefeituras. Em Macaé, as demissões refletem  no salto do número de ações trabalhistas abertas na cidade, que triplicou neste ano. Foram registrados  14 mil novos processos de março de 2014 a março deste ano, ante 4.800 em 2013. Somente nos últimos dois meses, 5 mil pessoas foram demitidas, entre elas torristas, plataformistas e soldadores, que atuavam em navios-plataforma.

Em Cabo Frio, a situação também preocupa. O prefeito Alair Corre anunciou nesta manhã a demissão de cerca de 4 mil contratados e comissionados da prefeitura, entre eles ocupantes de cargos do primeiro escalão, além da suspensão de contratos de prestação de serviços. A cidade é uma das que perdeu receita com a diminuição do repasse dos royalties do petróleo.

Macaé - Com a crise que atinge a Petrobras, de 12 navios-plataforma apenas seis estão operando. Cerca de 63% dos empregos formais em Macaé são ligados à indústria do petróleo. As dispensas decorrentes da crise na estatal atingem de operários a executivos. A política de revisão de contratos da Petrobras, iniciada em 2013 e ampliada em março após a Operação Lava Jato, acentuou o desaquecimento do setor.

Somente  a Engenharia Lesa, uma das investigadas na Lava Jato, fechou e dispensou quase todos os 2.000 funcionários. Outra empresa, a  MPE, empresa de montagem de equipamentos, que demitiu 2.600 empregados.

Procurada, a MPE confirmou dificuldades financeiras, sem se posicionar sobre as acusações trabalhistas.

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