sábado, 21 de fevereiro de 2015

Família de SFI fala sobre explosão e “caixa-preta” irá para Macaé

Unidos na dor, parentes dos desaparecidos do navio-plataforma onde ocorreu uma explosão no litoral do Espírito Santo cobram mais informações sobre as buscas. Em entrevista ao ESTV, na Gazeta, afiliada da Globo, Thiago Correa, irmão do técnico em segurança do trabalho Tiarles Correa, um dos três ainda não encontrados que é morador de São Francisco de Itabapoana, reclamou da falta de informações sobre o resgate, que já dura dez dias. O navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus é operado pela BW Offshore e afretado pela Petrobras.

Segundo a ANP, 74 pessoas estavam no navio-plataforma no momento do acidente, na última quarta-feira (11). Seis pessoas foram encontradas mortas, 26 ficaram feridas e foram levadas para hospitais. Um vídeo mostra o interior do navio após a explosão. Quatro funcionários permanecem internados recebendo atendimento em hospitais. O estado de saúde dos pacientes é estável.

— Eu queria uma informação mais concreta, porque está sendo doloroso cada dia que passa, cada noite que passa. Os familiares toda hora estão ligando querendo alguma notícia, que seja boa ou ruim — disse Thiago Correa, que espera junto com os familiares de João Vitor Rodrigues e de Jorge Luiz Monteiro, em um hotel na Grande Vitória.

Na manhã desta sexta-feira (20) os petroleiros capixabas fizeram mais um protesto no Aeroporto de Vitória antes de embarcar para as plataformas. Essa foi a segunda manifestação da categoria após a explosão no navio-plataforma. O Sindicato dos Petroleiros quer mais segurança no trabalho e transparência na divulgação das causas do acidente ocorrida no dia 11 de fevereiro.

A empresa BW Offshore “frisou que todo trabalho que envolve a busca dos desaparecidos na plataforma é meticuloso, e realizado dentro de estritas normas de segurança. Disse ainda que tem uma equipe de resgate e mergulhadores profissionais para fazer as buscas pelos três desaparecidos”.

O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-ES) disse, nessa quinta-feira, que as informações cruciais do navio que vão ajudar a entender as causas da explosão deverão começar a ser esclarecidas a partir de segunda-feira (23) com abertura de uma 'caixa preta' da plataforma.

O sindicato disse que o equipamento será aberto em Macaé, no Rio de Janeiro. O Sindipetro explicou que esse equipamento, assim como em aviões, traz dados decisivos para análise do acidente, como relatórios e arquivos com informações de eventos e registros da plataforma. Com informações do G1-ES

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