sábado, 22 de novembro de 2014

Chocolate com dias contados?!

“Se você gosta de chocolate, temos uma notícia ruim para te dar”, era o que dizia a manchete compartilhada mais cedo por uma amiga no Facebook. Assim como deve ter feito a imensa maioria dos amigos dela – afinal, existe alguém que de fato não goste de chocolate? –, cliquei no link, na expectativa de mais uma vez me deparar com algum desses artigos científicos que escolhem randomicamente um alimento para eleger como inimigo número 1 da saúde. Aumento anormal do fígado, distúrbios psicológicos irreversíveis, crescimento de seios em homens e barba em mulheres, eu considerava estar preparado para o que quer que fosse. Ledo engano.

Muito além dos costumeiros malefícios associáveis ao consumo excessivo do alimento milenar, concebido pela Civilização Maia e popularizado na Europa por Cristóvão Colombo, o artigo trazia uma tenebrosa informação que nem o mais pessimista dos chocólatras seria capaz de imaginar: está prevista para 2020 uma potencial escassez de chocolate em nível mundial. É isso mesmo que você acabou de ler, caro amigo: enquanto o crescimento econômico dos mercados asiáticos não para de introduzir novos membros no já extenso contingente de consumidores do produto, as fazendas de cultivo de cacau simplesmente não conseguem dar vazão ao nosso apetite voraz.

Se as coisas continuarem caminhando nessa direção, de acordo com especialistas, as barras de chocolate do futuro terão tão pouco cacau em sua fórmula que nada restará de familiar em relação ao alimento que hoje conhecemos e, desde pequenos, aprendemos a amar. Ainda segundo eles, dentro de 20 anos, o chocolate será tão caro quanto o caviar. Bem, se esse cenário apocalíptico de fato se cumprir, imaginem como viver num mundo sem brigadeiro, chocolate quente e ovo de páscoa.!?

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