sábado, 12 de abril de 2014

Lindbergh manda recado a Dilma: ‘Não cola demais no Cabral. Não é uma boa foto

Já confirmado como candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, o senador Lindbergh Farias diz acreditar que as frequentes aparições da presidente Dilma Rousseff em eventos promovidos pelo ex-governador Sérgio Cabral podem tirar votos da presidente no Rio. Em entrevista ao iG, o senador sugeriu um conselho para Dilma: “Não cola demais que é ruim”, disse Lindbergh referindo-se a Cabral. “Atrapalha, tira voto. Não é uma foto boa”, alfinetou.

A provocação ocorreu no mesmo dia em que Lindbergh obteve o primeiro apoio público do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua candidatura. Sem a presença de Dilma em seu palanque, o senador deverá ter que enfrentar pelo menos mais quatro candidaturas da base de sustentação do governo federal na disputa pelo Palácio da Guanabara, sede do governo local.

Conselho para Dilma: Lindbergh se disse preocupado de que Dilma absorva o desgaste de Cabral, que foi o maior alvo das manifestações populares no Rio de Janeiro, desde o ano passado. “Eu só me preocupo por ela, porque eu torço muito por ela e o desgaste, de fato, é muito grande”, disseLindbergh. “Mas ela vai ter outros palanques no Rio, vai ter o nosso palanque. Isso pode ajudar”.

Relação com PMDB: A avaliação de Lindbergh a respeito da aliança com o PT no Rio de Janeiro é negativa. “Quem faz a avaliação de que a parceria do PT com o PMDB foi boa para o Rio é porque não mora no Rio”, disse. Embora considere que no plano nacional a aliança com o PMDB foi necessária,Lindbergh também fez críticas ao que chamou de “política velha”.
Palanque: Lindbergh, que tem mantido segredo das conversas que vem fazendo com outras legendas, com o objetivo de sustentar sua candidatura, tem enfrentado dificuldades na costura. Alguns partidos se ressentem principalmente da ausência de Lula nas negociações. Mesmo assim, o senador disse que não pedirá ajuda a Lula e Dilma para não criar constrangimento para os dois com os demais aliados. “A gente não vai pedir isso do Lula e nem da Dilma”, informou.

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