sábado, 29 de março de 2014

Homem constrói guilhotina para amputar mão depois de recusa dos médicos

Mark Goddard, de 44 anos, sofreu um acidente de moto há 16 anos que lesionou gravemente um nervo de sua mão esquerda. O homem, morador da Inglaterra, sentia muita dor e recorreu ao Serviço Nacional de Saúde do país, que se recusou a fazer a amputação do membro por considerar a mão e o punho “saudáveis”. Desesperado com tanto sofrimento, Goddard construiu ele próprio uma guilhotina para pôr fim à sua dor.

Escondido da esposa, ele levou 14 dias para desenvolver o equipamento, que foi montado com um machado, algumas tábuas e uma barra de um portão antigo. No final do processo, Goddard tomou coragem e, sem anestesia, amputou sua própria mão – e depois queimou o membro para garantir que os médicos não iriam reimplantá-la.

Para assegurar que a lâmina seria certeira, ele adicionou pesos à guilhotina; contudo, o primeiro corte foi somente até o osso e sua mão ficou pendurada. Ele utilizou um bisturi para remover tendões e pedaços de carne que restaram no braço.

Apesar da coragem de Goddard, a amputação não resolveu seu problema: infelizmente, ele continua sentindo muitas dores. “Eu não deveria ter que fazer algo tão radical para parar de sentir dor. Havia uma alternativa, que seria fazer isso direito no hospital, mas ninguém iria fazer nada para me ajudar – então fiz isso eu mesmo. Cortei porque os médicos me falaram que eles não poderiam amputar um braço com uma mão saudável. Então eu mesmo cortei e agora não há razões para não me operarem”, explicou ele.

Mark Goddard contou que foi avaliado por três psiquiatras e considerado normal por todos eles. Além disso, a polícia admitiu que ele continuou sendo “racional” depois da amputação e que seus oficiais tentaram salvar a mão decepada, mas foi impossível por ela já estar queimada. A família do homem desmanchou a guilhotina e o proibiu de ir até o galpão onde ele havia construído o equipamento.

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