quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Projeto quer estimular uso de peixe no lugar de rato de laboratório

Os ratinhos de laboratório devem começar a enfrentar concorrência pesada no "mercado de trabalho" das pesquisas científicas, se depender do trabalho liderado por uma bióloga do Instituto Butantan.


Mônica Lopes Ferreira, do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada --que pesquisa como venenos podem se tornar úteis em tratamentos médicos-- está liderando um programa para estimular a substituição, ao menos em parte dos estudos, dos camundongos pelo peixe paulistinha, também conhecido como "zebrafish".


Segundo a pesquisadora, especialista em imunologia, o paulistinha já é usado em trabalhos científicos há mais de 30 anos, mas, no país, poucos optam pelo peixe.

Uma das vantagens do paulistinha é a redução de custos. "Um camundongo custa R$ 8 por dia, enquanto que o 'zebra' custa R$ 0,60", diz Ferreira.

Outro ponto positivo das cobaias nadadoras é a rapidez da procriação. A pesquisadora diz que cada um dá de cem a 200 ovos por dia, enquanto os camundongos geram de 8 a 10 em dois meses. Além disso, o ovo do peixe leva só 72 horas para se tornar um embrião e, em três meses, chega à idade adulta.

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